Skyline (2010)

Direção: Colin Strause, Greg Strause

Elenco: Donald Faison, Eric Balfour, David Zayas, Scottie Thompson, Brittany Daniel

Imagine que você esteja assistindo TV em casa e por sorte ou por escolha assista uma sessão dupla com dois filmes, Cloverfield e Distrito 9. No final dessa sessão dupla você tem a brilhante idéia de misturar os dois filmes, por que não fazer um filme de invasão alienígena com foco em um casal normal de protagonistas (sem atos heróicos quero dizer).

Agora imagine que você tem uma excelente idéia para começar o filme mas ele se torna tão grande que você não tem a menor idéia de como ele vai terminar.

Agora imagine também que o último filme que você (e seu irmão já que o filme é dirigido pelos irmãos Strause) fez foi a Bomba Alien Vs Predador 2, que todo o mundo odiou e quase acabou com não só uma mas duas franquias de uma só vez de um grande estudio de Hollywood.

Imaginando quase tudo isso ainda assim fui assistir o filme Skyline aqui em Dublin e meus medos se tornaram realidade, apesar de bem produzido, com uma fotografia excelente, sequência inicial empolgante e uso de luz e sombra eficiente o filme peca em dois aspectos importantissimos em que os outros dois filmes citados lá em cima foram excelentes: Roteiro e atuação.

Skyline tem um roteiro horroroso, com uma história capenga que não engrena, em nenhum momento a conexão com as personagens principais é realmente desenvolvida e as situações propostas/elaboradas pelo roteiro não tem lógica alguma para a preservação das personagens (O que acreditamos ser a motivação de todos) não gosto de dar muitos detalhes ou entregar spoilers do filme mas vou citar alguns acontecimentos esporádicos para melhor demonstrar o que escrevo:

– Em uma batalha de aviões e naves alienígenas bem acima do prédio em que você está, o primeiro lugar que voce procura para fugir com sua esposa grávida é o topo do prédio

– Sua mulher e amante estão apavoradas e o seu único plano é tentar salvar o vizinho, por que você gosta dele.

– Você foge do seu apartamento de seres alieniginas que invadem predios usando o elevador.

Além de todos os fatores citados acima ainda temos que encarar a atuação mediocre de todo elenco, do personagem principal (Para terem uma idéia de como me importei com eles não lembro o nome de nenhum dos personagens do filme) a todos os amigos, amigas, mulheres, colaboradores e afins que aparecem no filme e o final ridículo e decepcionante que ofende a inteligência de qualquer pessoa ou alienígena assistindo o filme.

A única ressalva para o filme todo porém é a cena do bombardeio a nave mãe, a musica de redenção, as manobras e a emoção transmitida transmitida pela edição ágil e pela velocidade das naves realmente me consegue transmitir toda a emoção e empolgação que esse tipo de filme deveria transmitir.

Trailer do filme:


Alice no país das maravilhas – Alice in Wonderland (2010)

Direção: Tim Burton
Roteiro: Linda Woolverton
Elenco: Mia Wasikowska (Alice), Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), Christopher Lee, Michael Sheen, Crispin Glover (Valete de Copas), Anne Hathaway (Rainha Branca), Matt Lucas, Alan Rickman (Lagarta), Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), Eleanor Tomlinson (Fiona Chataway)

Baseado na grande obra da literatura de Lewis Carrol, esse primeiro filme de Burton em parceria com a Disney toma algumas liberdades criativas acerca do material original e apresenta uma Alice mais velha, na casa dos 16 anos. Introduzida como uma garota a frente de seu tempo, Alice tem que confrontar em uma festa o amadurecimento em forma do pedido de casamento de um lorde. Sem respostas para dar ao rapaz ela foge e ao seguir um certo coelho branco acaba caindo no mundo subterâneo, local onde ela acredita estar sonhando já que sempre tem lembranças daquele lugar.

 

Utilizando cores fortes e aproveitando da onda criada com o filme Avatar, Tim Burton construiu um filme todo em 3D e com a grande maioria dos cenários feitos em computação gráfica, porém é na comparação com Avatar que o filme já tem o primeiro revez, apesar de capaz de criar cenários e mundo absolutamente brilhantes o mundo de Alice não parece ser real, nem mesmo a maioria dos seus animais pareem ser reais, o que acredito atrapalha muito a imersão na adaptação. Burton é notório criador de mundos porém parece deslumbrado com a tecnologia e não se atentou aos detalhes da sua criação, novamente uma comparação com Avatar não cai bem para Alice, notem a falta de fluidez nos movimentos de Alice quando cai do buraco da árvore ou da estranheza do andar do Valete de Copas.

Além do problema nos cenários o filme conta com um elenco excelente, porém mal utilizado pelo diretor, se Helena Boham Carter esta excepcional como a Rainha de Copas, Johnny Depp aparece demais como o Chapeleiro Maluco, atrapalhando a história e criando uma relação com Alice que soa estranha e artificial demais. Esse é o primeiro caso onde eu vejo que a parceria dos dois atrapalhou um filme, já que por se tratar de um grande astro o tempo do Chapeleiro foi aumentado, comprometendo o resultado final. Os demais atores e dupladores estão muito bem em seus papéis e se estava desconfiado de MIa como Alice logo nas primeiras cenas já gostei da menina.

Além dos problema citados mais três fatores me fizeram gostar ainda menos do filme. Primeiro é a trilha fraca e comum de Danny Elfman, um compositor que já estou acostumado a ser surpreendido nesse filme encontra-se burocrático. Segundo foi a violência de uma história dedicada e vendida para crianças. E por último aquela maldita dança no final, pra que aquilo, tanto do Chapeleiro quando da Alice. Resumindo não gostei.

Melhor Cena: A aparição do Dragão na voz do Cristopher Lee. Que momento.

Trailer do Filme:

Avatar – Avatar (2009)

Direção: James Cameron

Roteiro: James Cameron

Elenco: CCH Pounder, Peter Mensah, Lola Herrera, Matt Gerald, Sigourney Weaver (Grace), Wes Studi, Sam Worthington (Jake Sully), Joel Moore (I), Zoe Saldana, Giovanni Ribisi, Laz Alonso, Michelle Rodriguez (Trudy Chacon)

Imaginado como a ora-prima de sua vida, Avatar o novo filme de James Cameron, foi produzido 11 anos após a grande outra obra-prima dele, a maior bilheteria de todos os tempos chamada Titanic.

Contando com uma tecnologia de vanguarda, criada exclusivamente para o filme, todas as cenas foram feitas com tecnologia de Motion Capture, porém já com a visão do produto final no momento de captação das imagens. Além disso Cameron consultou uma série de especialistas para criar toda a flora e fauna da lua de Pandora, onde se passa o filme, para que o resultado final fosse perfeito, como um diretor perfeccionista poderia querer.

Porém após todo esse apuro técnico, será que a história também foi tratada com o mesmo afinco pelo diretor / escritor / idealizador do filme, a resposta para esse item é que o perfeccionismo de Cameron não é contra cliches de filme de ação, porém ele sabe muito bem como mostra-los na tela e fazer um filme excepcional (mais um).

A história do filme acompanha Jake Sully(Sam Worthington) em 2156, um fuzileiro naval paraplégico que é chamado para trabalhar na lua de Pandora no programa de Avatares da Dra. Augustine Grace (sigourney Weaver) , já que possui a mesma composição genética de seu récem-falecido irmão gêmeo, integrante do programa. Porém como nem tudo são flores, uma empresa controlada por Giovanni Ribisi é quem financia a pesquisa de Grace para conseguir entender os Na´vi e ai sim remove-los de seu solo sagrado para poder minerar uma pedra no subsolo que o tornara rico (honestamente não lembro o nome da pedra, o Mcguffin do filme). Para alcançar esse objetivo  a empresa pode utilizar meios pacíficos ou até mesmo belicosos, com a ajuda do Comandante Quaritch (Stephen Lang).

 

Mas o que vem a ser o programa Avatar, com a idéia de se integrar com os habitantes locais ,foram criados corpos perfeitos igual ao dos Na´vis, que através de um link com cérebro de de seu “par” (Daí a necessidade do DNA de Sully) consegue ser controlado remotamente. Utilizando dessa experiência Jake acaba conhecendo Neytiri, entrando em contato com a cultura local e descobrindo o amor.

Contando com um visual maravilhoso e colorido, Cameron trabalha com a diferença de sociedades e de forma de relacionamento, primeiro pela forma como contrasta o mundo cinza dos humanos em Pandora (exceto por poucas cores no visual do laboratório de Grace). Também é visivel a diferença no trato aos “compatriotas” quando Jake chega em Pandora.

Com uma fotografia clara e limpa, o filme tem um visual deslumbrante, tanto no maquinário desenvolvido no filme para os humanos quanto na floresta de Pandora. Falando na floresta todo o cenário é maravilhoso e cuidadosamente planejado, com textura e cores vibrantes durante o dia, porém escura e assustadora com seus barulhos durante a noite. É interessante notar o aspecto perfeccionista de Cameron nas cenas da Floresta, já que em alguns momentos podemos ver insetos passando pela cena, insetos criados digitalmente.

 

Além do visual deslumbrante, todos os animais e personagens são realistas, sem o clássico problema dos “olhos de defunto” de outros filmes que usam a tecnologia de Motion Capture, isso é importante, já que os heróis da história são os Na´vi. O movimento das criaturas é fluido e natural e a empatia por eles e sua cultura é praticamente automática.

Nada disso seria possível se as atuações não fossem aceitaveis e nesse ponto Cameron conseguiu reunir um elenco quase todo perfeito. Sam Worthington é carismático e parece que vai se tornar um grande nome em Hollywood, enquanto Zoe Saldaña tira uma interpretação impecável de Neytiri. Sigourney Weaver transmite a paixão da Dra. Grace pela cultura daquela raça de forma convicente enquanto Stephen Lang rouba a cena quando aparece. Figura chata no roteiro é o papel de Ribisi que perde-se no meio do filme.

Contando com uma edição exemplar o filme consegue transmitir suspense e emoção sem ter que apelar para cortes rápídos, o que deixaria as sequências incompreesiveis, pelo contrário, Cameron não quer esconder o resultado do filme e sim louva-lo a exaustão e nada melhor do que deixar o visual claro para o público. Mostrando ainda que esta antenado com os filmes de ação moderno Cameron inclusive utiliza alguns momentos de “camera na mão” com zoons para itensificar uma imagem ou até mesmo com a camera tremula.

 Com uma edição de som competente e trilha sonora exemplar eficaz o filme é um grande exemplo de BlockBuster com conteúdo e com senso artístico, discutindo natureza, biologia, filosofia, amor, Deus, religião e história.

História por que durante o filme não conseguia de pensar na alusão da invasão branca no continente africano, reparem como a ideologia e até mesmo as feições e comportamento dos Na´vi se assemelham as tribos daquele continente, que foi “abduzida” por “aliens” de seu habitat natural e teve sua cultura e comportamento completamente alterada.

Entre dois amores – Out of Africa (1985)

Entre dois amores

Direção: Sidney Pollack

Roteiro: Isak Dinesen, Judith Thurman, Errol Trzebinski, Kurt Luedtke

Elenco: Meryl Streep, Robert Redford, Klaus Maria Brandauer, Michael Kitchen (1), Malick Bowens, Joseph Thiaka, Stephen Kinyanjui, Michael Gough (1), Suzanna Hamilton, Rachel Kempson, Graham Crowden, Leslie Phillips, Mike Bugara, Shane Rimmer, Job Seda

Baseado em um conto de Isac Denesen sob o pseudônimo de Karen Blixen (Meryl Streep), o filme é baseado em uma história real vivida pela própria. Originalmente uma rica moça na fria Europa, após se entregar para um aristocrata sueco falido, ela arranja um casamento com o irmão do aristocrata o barão Bror Blixen-Finecke (Klaus Maria Brandauer).

No Quenia ela se depara com outra realidade e além de tentar dar uma vida melhor para os habitantes do local ela conhece o grande amor da vida dela, Denys Finch Hatton(Robert Redford).

Filme dirigido com competência e segurança por Sidney Pollack a história reflete sobre as escolhas da vida de todas as pessoas, Karen em um devido momento escolhe entre a aristocracia ou o amor-próprio assim como Denys em um devido momento tem de escolher entre a liberdade da Africa ou o compromisso.

Pollack arrasta um pouco o filme, deixando até mesmo confuso o interesse ou até mesmo o tipo de relacionamento de Karen com Denys ou outro amigo na Africa, Berkeley. O corte do filme é devagar e as cenas são longas, porém isso reflete com o caminhar do tempo e a vida dificil que Karen leva na Africa quando decide assumir a fazenda de café abandonada pelo marido.

As atuações de Streep e e de Redford são seguras e garantem um bom desenvolvimento do filme, um exemplo é a atuação de Streep quando pede um favor ao novo governador local ou as aparições de Redford no filme. Porém o grando trunfo do filme para mim é Klaus Maria Brandauer, que consegue ganhar a simpatia do publíco mesmo sendo o marido infiel e egoista de Karen.

Filme indicado a 11 oscars na cerimônia de 1986, ganhou 6 estatuetas entre elas a de melhor diretor e melhor fotografia. Uma das melhores passagens do filme é a introdução do filme, que mostra Karen escrevendo aquela história após muitos anos e imaginando seu amado, com a roupa de aventureiro sem rosto no coração da Africa. Fica claro ai que ela não escolhe entre os dois amores do filme e sim esta no meio deles.

Trailer do filme: http://www.youtube.com/watch?v=iaX8SNKSy7I

Mulher Invisivel (2009)

 

A MULHER INVISIVEL

Direção: Cláudio Torres

Roteiro: Cláudio Torres

Elenco: Fernanda Torres (Lucia), Maria Luisa Mendonça (Marina), Luana Piovani (Amanda), Paulo Betti (Nogueira), Maria Manoella (Vitória), Vladimir Brichta (Carlos), Selton Mello (Pedro), Lúcio Mauro (Governador)

Pedro Albuquerque (Selton Mello) é um controlador de tráfego da cidade do Rio de Janeiro, que mantém a sua vida da forma como gostaria de controlar o transito, da forma mais pacata possível.  Apaixonado pela mulher Marina (Maria Luisa Mendonça) e romântico inveterado, ele sofre um baque quando sua mulher o abandona para ir morar com um alemão que conheceu em uma convenção em Fortaleza, alegando não aguentar mais aquela vida calma que possuia. Após alguns meses de depressão pelo abandono da mulher bate na porta uma vizinha perfeita, Amanda (Luana Piovani), que corresponde a tudo que um homem pode querer, exceto por um pequeno detalhe.

Esse detalhe é o que da nome e graça ao filme, já que Amanda é na verdade fruto da imaginação de Pedro, uma mulher perfeita, linda, viciada em sexo, adoradora de futebol e que não tem ciume de uma escapada que Pedro confessa após um momento de indecisão. A idéia de  escalar Luana Piovani para esse papel se mostra acertada, já ela construiu uma persona de deusa inatingivel na cultura pop nacional, assim como a escolha de Maria Manoella, que interpreta a verdadeira mulher invisivel do filme, a vizinha Vitória que nunca foi notada por Pedro, que representa o oposto de Luana, já que além da cor do cabelo não possui a beleza fenomenal (apesar de também ser muito bonita) e o jeito de Femme Fatale de Amanda.

Completando este elenco afinado esta Selton Melo como o protagonista, entregando uma atuação segura até mesmo por causa da transformação que o mesmo passa durante o filme,  porém em alguns momentos afetada demais tentando forçar a graça,  Vladimir Brichta que esta se especializando no papel de cafajeste simpatico ao público e melhor amigo (ou irmão) do protagonista e  e uma grávida e desinteressante Fernanda Torres como Lucia a irmã mais velha e conselheira de Vitória.

O filme é divertido porém não foge da fórmula das comédias românticas americanas, com algumas peculiaridades do cinema nacional e alguns objetos da trama não explorado, como o núcleo da familia de Vitória.

Apesar de tudo, o filme soa confuso em alguns momentos, há uma clara indefinição se Carlos (Vladimir Brichta) é irmão ou não de Pedro, além do papel esteriotipado de Nogueira (Paulo Betti). Ao final de tudo o filme entrega a situação e a graça que promete, porém essa promessa esta tão saturada que já não é novidade ou agrada tanto.

Frenesi – Frenzy (1972)

Frenesi

Frenesi

Direção: Alfred Hitchcock

Roteiro: Anthony Shaffer

Elenco: Alfred Hitchcock, Barbara Leigh-Hunt (Brenda Margaret Blaney), Barry Foster (Robert ”Bob” Rusk), Jon Finch (Richard Ian ”Dick” Blaney), Jean Marsh (Monica Barling), Anna Massey (Barbara Jane ”Babs” Milligan)

Frenesi conta a história de Dick Blaney (Barry Foster), um ex-piloto de caça que acaba de ser mandado embora do bar que esta trabalhando e que sem suspeitar vai ser considerado suspeito do assassinato de uma série de garotas encontradas nuas estranguladas com uma gravata, ele é suspeito de ser o assassino da gravata.

Contando com uma narrativa simples e sem nenhum mistério em relação ao assassino, o trunfo da trama reside nas cenas de assassinato e tensão que, como não podia deixar de ser em um filme de Hitchcock, são brilhantemente construídas. Isso é notável na construção de clima e suspense, até mesmo para criar a sensação de que as vítimas serão salvas, sensação que fica clara, quando no primeiro assassinato que presenciamos, ficamos sempre na expectativa de uma colega que pode chegar a qualquer momento e, no segundo crime, o silêncio quando a câmera desce a escada nos faz esperar um grito que será ouvido pelas pessoas na rua e garantira a salvação da vítima.

Outro fator que é belíssimo de ver e deve ser louvado é a movimentação de câmera que o diretor emprega nesse filme. Ficamos sabendo da importância da cidade de Londres e da comparação da população com Jack o Estripador logo no começo do filme após um belíssimo e complicado traveling da câmera pelo rio Tâmisa. Além desse traveling inicial o jogo de câmera já citado na cena do segundo crime e a posição da câmera quando o primeiro assassinato é identificado mostra a segurança do diretor.

Outro fator interessante nesse filme é que seu protagonista chega a ser desprezível, egoísta e até mesmo mesquinho, o que é ainda exemplificado na cena do médico descrevendo o perfil psicológico do assassino e a clara identificação nesse perfil no protagonista.

Apesar dos fatores positivos este não é um filme empolgante do mestre do suspense. Talvez pela rápida identificação do assassino ou até mesmo pela forma como as situações são facilmente resolvidas não chegamos a temer pelo protagonista. Também incomoda a cena em que o casal auxilia Dick avisa que vai para França e não poderá mais ajudá-lo, já que a desconfiança da mulher é forçada e sem sentido e todo o mau entendido contra o amigo poderia ser resolvido.

Apesar da cenas bem construídas e as movimentações de câmera e montagem eficaz a performance dos atores incomoda um pouco, não que eles sejam ao ponto de caricatura,mas não consigo aceitar as caretas das mulheres mortas nesse filme. Chocante, mas de forma errada.

Uma excelente visão desse filme pode ser vista no blog Cinema & Debate:

http://cinemaedebate.wordpress.com/2009/10/28/frenesi-1972/

12 homens e uma sentença – 12 angry man

Direção: Sidney Lumet

Roteiro: Reginald Rose

Elenco: E.G. Marshall, Jack Klugman, Ed Binns, Henry Fonda, Joseph Sweeney, George Voskovec, Robert Webber, Lee J. Cobb, Ed Begley, Jack Warden, Martin Balsam, John Fiedler (I)

Um classico de Hollywood de 1957 este filme conta o evento de deliberação de um júri que deve decidir de forma unânime se um jovem rapaz latino é culpado de matar o próprio pai ou não. Contando com a dúvida da personagem de Henry Fonda todas as frustrações, preconceitos e principalmente a dificuldade de se responsabilizar pelo futuro da vida de um homem.

Contando com um roteiro coeso, o filme decide colocar o espectador no papel o Júri, já que nunca podemos sair daquela sala de confinamento. Na verdade vemos duas cenas fora daquela sala, no começo do filme, na chegada ao julgamento, quando o júri é enviado para a sala e vemos uma fusão da imagem do réu e da sala e no final com a saída dos jurados. Portanto somos levados a ver os fatos da forma que eles são debatidos pelo júri e daí tirar nosso julgamento.

Acredito que essa é uma decisão acertada do diretor do filme, já que sem o pré-julgamento não nos preocupamos com o mistério de quem matou o pai do garoto e sim somente se o garoto matou ou não o pai.

Como um filme inspirado em uma peça teatral,  mais importante que as imagens dos atos, a conversa (texto) sobre os atos e a misce-em-scene dos personagens é mais importante,  já que estamos presos aquela sala e o filme quer, além de nos deixar julgar pelo argumento, mostrar um painel do preconceito e dos pré-julgamentos da sociedade americana na época.

Além do texto é interessante notar como as atuações são primordiais para o sucesso filme,  Henry Fonda é sereno e tranqüilo em seu modo de mostrar a sua concepção da verdade, enquanto Lee J. Cobb esta ótimo como o pai de família nervoso e com raiva reprimida que pede a condenação. Mas excepcional no filme é a atuação do senhor (Joseph Sweeney), percebemos como ele se identifica com o outro senhor que foi testemunha do caso e como ele suplanta aquela identificação no seu “triunfo” final no filme.

Contando com uma série de personagens que não tem nome e sim números  de designação do júri essa obra-prima do diretor Sidney Lumet lembra que somos todos iguais que não são nomes, descendência, etnias ou classe social que nos classificam e sim nosso caráter.

Se quiserem ver uma crítica mais detalhada desse mesmo filme aconselho o site do meu amigo Roberto: http://cinemaedebate.wordpress.com/2009/09/29/doze-homens-e-uma-sentenca-1957/

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