Alice no país das maravilhas – Alice in Wonderland (2010)

Direção: Tim Burton
Roteiro: Linda Woolverton
Elenco: Mia Wasikowska (Alice), Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), Christopher Lee, Michael Sheen, Crispin Glover (Valete de Copas), Anne Hathaway (Rainha Branca), Matt Lucas, Alan Rickman (Lagarta), Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), Eleanor Tomlinson (Fiona Chataway)

Baseado na grande obra da literatura de Lewis Carrol, esse primeiro filme de Burton em parceria com a Disney toma algumas liberdades criativas acerca do material original e apresenta uma Alice mais velha, na casa dos 16 anos. Introduzida como uma garota a frente de seu tempo, Alice tem que confrontar em uma festa o amadurecimento em forma do pedido de casamento de um lorde. Sem respostas para dar ao rapaz ela foge e ao seguir um certo coelho branco acaba caindo no mundo subterâneo, local onde ela acredita estar sonhando já que sempre tem lembranças daquele lugar.

 

Utilizando cores fortes e aproveitando da onda criada com o filme Avatar, Tim Burton construiu um filme todo em 3D e com a grande maioria dos cenários feitos em computação gráfica, porém é na comparação com Avatar que o filme já tem o primeiro revez, apesar de capaz de criar cenários e mundo absolutamente brilhantes o mundo de Alice não parece ser real, nem mesmo a maioria dos seus animais pareem ser reais, o que acredito atrapalha muito a imersão na adaptação. Burton é notório criador de mundos porém parece deslumbrado com a tecnologia e não se atentou aos detalhes da sua criação, novamente uma comparação com Avatar não cai bem para Alice, notem a falta de fluidez nos movimentos de Alice quando cai do buraco da árvore ou da estranheza do andar do Valete de Copas.

Além do problema nos cenários o filme conta com um elenco excelente, porém mal utilizado pelo diretor, se Helena Boham Carter esta excepcional como a Rainha de Copas, Johnny Depp aparece demais como o Chapeleiro Maluco, atrapalhando a história e criando uma relação com Alice que soa estranha e artificial demais. Esse é o primeiro caso onde eu vejo que a parceria dos dois atrapalhou um filme, já que por se tratar de um grande astro o tempo do Chapeleiro foi aumentado, comprometendo o resultado final. Os demais atores e dupladores estão muito bem em seus papéis e se estava desconfiado de MIa como Alice logo nas primeiras cenas já gostei da menina.

Além dos problema citados mais três fatores me fizeram gostar ainda menos do filme. Primeiro é a trilha fraca e comum de Danny Elfman, um compositor que já estou acostumado a ser surpreendido nesse filme encontra-se burocrático. Segundo foi a violência de uma história dedicada e vendida para crianças. E por último aquela maldita dança no final, pra que aquilo, tanto do Chapeleiro quando da Alice. Resumindo não gostei.

Melhor Cena: A aparição do Dragão na voz do Cristopher Lee. Que momento.

Trailer do Filme:

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